• arajara03
  • arajara02
  • arajara01a
  • social
  • arajara04


Árvores podem viver mais de mil anos e ultrapassar cem metros de altura.
Nesta segunda, exemplares clonados foram plantados em sete países.

Exemplar da árvore sequoia-vermelha encontrada na California. Este espécime foi clonado e seus genes ajudarão na reprodução de novas árvores (Foto: Archangel Ancient Tree Archive/AP)
Uma equipe liderada por um cuidador de viveiro de Michigan, nos Estados Unidos, e seus filhos, já correu contra o tempo por duas décadas cortando galhos de algumas das maiores e mais duráveis árvores do mundo, com o plano de produzir clones dessas espécies e restaurar antigas florestas, atingidas pelo homem ou afetadas pela mudança climática.

Agora, chegou o momento da mais ambiciosa missão: trabalhar no plantio e desenvolvimento dessas árvores. De acordo com a agência de notícias Associated Press, nesta segunda-feira (22), dia da Terra, exemplares de sequoias-vermelhas, espécie considerada vulnerável na natureza, serão plantadas em sete países: Austrália, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Irlanda, Canadá, Alemanha e EUA. Cada nação recebeu 20 mudas.
Apesar das árvores medirem apenas 18 centímetros de altura, os exemplares produzidos em laboratório são clones de três gigantescas sequoias que foram cortadas no norte da Califórnia, mais de um século atrás. Essas árvores podem viver mais de mil anos e ultrapassar os cem metros de altura.
saiba mais
Maiores árvores do mundo estão ameaçadas de extinção, diz estudo
Efeito climático pode ter matado 17% mais árvores na Amazônia, diz estudo
Mudança climática mata mais árvores em área fértil da África, diz estudo
Árvores doentes podem aumentar aquecimento global, diz pesquisa
Segundo David Milarch, um dos fundadores da organização não-governamental Archangel Ancient Tree Archive", é o primeiro passo para uma produção em massa de árvores. “Precisamos reflorestar o planeta, é imperativo fazer isso, mas só faz sentido se usarmos as maiores e mais antigas árvores”, explica.
Ele e seus filhos começaram a se preocupar com o estado das florestas do mundo na década de 1990. Iniciaram então uma jornada pelos EUA em busca de epsécies “campeãs”, que tenham vivido centenas de anos (ou mesmo milhares), convencidos de que essas árvores possuem genes superiores que permitiram sua sobrevivência perante outras árvores.
Nos últimos anos, eles se concentraram na busca por sequoias, considerando que elas conseguem absorver grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), principal gás causador do efeito estufa. A ONG possui atualmente um inventário com milhares de clones, em diversas fases de crescimento, que foram feitos a partir de 70 sequoias.


Mudas de sequoias clonadas que foram distribuídas por sete países para repovoar florestas danificadas pelo homem ou afetadas pela mudança climática (Foto: John Flesher/AP)